Em todo último sábado do mês temos um compromisso firmado: a Roda de Conversa. Pacientes do INEB Ceilândia, familiares e convidados se reúnem para um bate-papo descontraído, cujo maior objetivo é promover o autoconhecimento, a interação e o esclarecimento de assuntos pertinentes à vida do paciente renal crônico.

Na edição deste sábado, dia 30 de março, o grupo se reunirá na unidade Ceilândia para discutir o tema “Os processos do luto”. A importância de se discutir esse tema é justamente fazer com que os pacientes e seus familiares se sintam à vontade para manifestar e compartilhar seus sentimentos e, se preciso, procurarem auxílio psicológico.

 

Os processos do luto

Os processos do luto ocorre com uma pessoa quando sofre a perda de algo muito importante para ela. No caso do paciente renal, ele precisa lidar com a perda da função dos rins e a nova realidade, que pode envolver algumas mudanças de rotina por conta da hemodiálise.

Como já abordamos aqui no blog, nesta situação, é comum que o paciente possa apresentar angústia, ansiedade ou até mesmo depressão, por meio das incertezas que sente por conta da doença diagnosticada.

Na psicologia, esses sentimentos também podem ser chamados de “estágios do luto”, pois são processos que o paciente passa após ter uma perda inestimável, no caso, de seus rins. Vamos entender cada etapa? Lembrando que ninguém precisa passar por isso sozinho, pois a terapia psicológica ajuda a lidar com o processo e amadurecer emocionalmente.

 

Primeiro estágio: negação

Ao receber a notícia, a primeira ação é a de negação, pois a pessoa não acredita no que está acontecendo.

 

Segundo estágio: raiva

Após a negação e crente de que a sua situação é realmente real, o paciente pode sentir raiva, reflexo do sentimento de injustiça. É comum que se questione “por que eu?”.

 

Terceiro estágio: negociação

Como o estágio da raiva não lhe trouxe o alívio, o paciente pode ter pensamentos com intuito de reverter seu quadro, como fazer promessas, pedir milagres.

 

Quarto estágio: depressão

Cada estágio causa um desgaste no paciente, podendo chegar ao quarto estágio manifestando depressão, o isolamento, a tristeza.

 

Quinto estágio: aceitação

Neste último estágio, a pessoa começa a ter uma percepção mais real de sua situação e, a partir daí, inicia um novo processo da vida: planos, expectativas, realizações, tudo de acordo com a nova realidade.

 

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