Hoje, dia 14 de março, é comemorado o Dia Mundial do Rim, e diante da importância da disseminação de informações sobre a doença renal crônica, trazemos mais um ponto que precisa ser discutido e que não pode ser negligenciado: o tratamento humanizado, desde a prevenção até o diagnóstico. Contar com uma equipe multidisciplinar para esclarecer dúvidas e oferecer apoio é um diferencial que permite maior qualidade de vida e efetividade no tratamento para o paciente renal.

A doença silenciosa
A doença renal crônica é conhecida por ser muitas vezes assintomática. Quando o paciente apresenta os primeiros sintomas, muitas vezes a doença já se encontra em estágio avançado, o que dificulta a reversão do caso. Essa situação sensibiliza o paciente, afinal, como é possível que de uma hora para outra, seus rins aparentemente saudáveis não estejam funcionando corretamente?
Com esse diagnóstico, vem o tratamento, podendo ser conservador ou dialítico, e as adaptações, como nos hábitos alimentares, principalmente, entre outros. Mais uma etapa que provoca dúvidas nos pacientes e em seus familiares, podendo originar ansiedade, estresse e até depressão. Neste momento, todo apoio é mais que bem-vindo.

Equipe multidisciplinar
Uma equipe multidisciplinar geralmente é composta, além de nefrologistas, por enfermeiros, fisioterapeutas, profissionais do serviço social e psicólogos, cada qual com seu papel para tornar o tratamento do paciente mais humano e tranquilo.
No caso dos pacientes que realizam hemodiálise, os enfermeiros monitoram as máquinas, esclarecem dúvidas e acompanham seu estado de saúde, sempre alerta para possíveis intercorrências. Considerando que uma sessão de hemodiálise pode durar até quatro horas, forma-se uma relação entre profissional e paciente, o que é muito importante para que ele entenda o processo pelo qual está passando e que fale abertamente caso sinta indisposições.
Os fisioterapeutas também são profissionais de suma importância para o paciente, pois além de permitirem que mantenham a saúde física do corpo, resgatam sua disposição e ânimo para exercícios e interação social.
Já os profissionais do serviço social aliviam as preocupações a respeito dos direitos do paciente renal, envolvendo aposentadoria e auxílios financeiros. Sabemos que muitos pacientes se preocupam com essas questões, pois alguns precisam se ausentar de seus trabalhos.
Por fim, o psicólogo, um dos grandes pilares da equipe multidisciplinar. Fica a cargo deste profissional lidar com todos os anseios do paciente, que muitas vezes pode limitá-lo e prejudicar a efetividade de seu tratamento.
“Ao receber o diagnóstico da doença renal, o paciente tem o comportamento da negação. Depois da psicoterapia, ele sai fortalecido, especialmente nos quadros de depressão, outro reflexo da doença renal. A percepção do que afeta sua estabilidade emocional e as orientações que recebe sobre como lidar com essas questões ampliam a autoestima, o bem-estar e tudo isso reflete significativamente na eficácia das sessões de hemodiálise”, diz a psicóloga do INEB Brasília, Leslie Figueiredo.

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